Cenários do mercado externo para Suinocultura em 2019

Em 2019, A expectativa para para o setor suinícola ou da suinocultura  é mais otimista, vislumbrando o incremento dos resultados tanto da produção, quanto da exportação – ao menos  para os países asiáticos.  Trata-se estimativas apontadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP e fundamentadas também por levantamentos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).  Apesar da recente retração nas exportações em janeiro desse ano, deverá retomar nos meses seguintes – o resultado é pontual e não compromete os bons prognósticos, conforme salienta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No acumulado do ano de 2018, o volume exportado de carne suína teve um recuo de 10% em relação a 2017, perfazendo um total de  530,5 mil toneladas.

Dizer que as exportações de carne suína para 2019 terão melhora positiva refere-se ao fato de que a carne suína brasileira ter voltado a embarcar para a Rússia após o embargo de quase um ano – estabelecido em dezembro de 2017 por fatores sanitários, devido a contaminação pelo uso de ractopamina na formulação de rações dos suínos.

Até então, a Rússia era o maior importador de carne suína brasileira, e deve continuar sendo, respondendo por 40% desse mercado. O retorno das exportações à Rússia deve ter um efeito paulatino sobre o mercado. Ainda assim, o volume importado pelo país do leste europeu deve ser reduzido porque este já vem investindo na produção interna, conforme análise do Cepea.

Mas o que provavelmente agregará mais às exportações da suinocultura, será a demanda ligeiramente acentuada de países asiáticos, sobretudo da China – maior consumidor dessa proteína no mundo. Isso se deve a redução de seu rebanho de porcos que foi acometida pela peste suína africana desde julho de 2018.

Em 2018, a China comprou 131,1 mil ton de proteína suína do Brasil, ficando atrás de Hong Kong, destino de 137 mil ton.

Nos cenários produzidos por analistas do banco holandês Rabobank em relação ao setor de suínos da China, indica prognósticos de queda  – do mais otimista prevendo redução entre 2% a 4%, e do mais pessimista , redução de 10% a 15% em 2019.  Número extremamente significativo considerando o alto consumo da população chinesa.

Santa Catarina, que é o estado maior produtor e exportador da carne suína no Brasil, em 2018  embarcou cerca de 13,3% a mais que em 2017. E só em outubro do ano passado teve acréscimo de 60% nas vendas externas desta proteína.

A China se tornou o maior mercado para carne suína produzida em Santa Catarina. O gigante asiático vem ampliando suas compras e já responde por mais de um terço de toda carne suína exportada pelo estado”, informa, em nota oficial, a secretaria de Agricultura do Estado.

As oportunidades aumentam para as vendas externas de carne suína, enquanto houver o impasse gerado pela guerra comercial EUA e China, uma vez que os produtos americanos estão sujeitos a tarifas retaliatórias impactando diretamente a sua venda.

O que pode diminuir a expressividade do setor de suínos em 2019 é provavelmente os custos dos insumos para ração animal.